O tempo provou que eu sou um thelemita. Este é o nome que se dá a uma pessoa que considera o Liber AL como totalmente super e guia sua vida com base nos dizeres que ali se encontram. O homem que pôs esses dizeres no papel estabeleceu um sistema que chamou de Iluminismo Científico, baseado em técnicas esquisotéricas européias e indianas, totalmente publicado em diversas obras. Eu sou um praticante desse sistema. É natural resumir este sistema na palavra Vontade. Como praticante do Iluminismo Científico, sou membro do Instituto Lapis Lazuli, que ainda está se organizando para existir publicamente. Sou um praticante de outro sistema, chamado Ving Tsun, um sistema de kung fu estabelecido na china pela matriarca Yim Ving Tsun, após receber instruções em artes marciais da heroína Ng Mui, há muitas gerações atrás. Os princípios do Ving Tsun são passados através da relação mestre-discípulo e há pouco sobre ele escrito, como na obra Ving Tsun Kuen Kuit. É natural resumir este sistema na palavra Simplicidade. Como praticante de Ving Tsun, sou membro do Instituto Tang Son, discípulo do si fu Ricardo Queiroz. Na interseção dessas duas grandes culturas está o meu interesse na expressão do indivíduo enquanto um participante da coletividade. Minha interpretação pessoal da perfeição, e portanto objetivo a alcançar através de exercícios, é a expressão total, irrefreada do eu. Em geral, todas as coisas expressividade me interessam nesse contexto. Misturando filosofia com informática, resulta meu interesse em protocolos, um tipo de coisa que ocorre entre sistemas que se comunicam. A linguagem natural é um protocolo entre seres humanos. Tenho mais interesse do que horas alocadas à compreensão da teoria da Semiótica, o que tem tudo a ver com esse assunto. Descobri a existência dessa ciência através de uma série tortuosa de estudos iniciados com o "Interpretação e Superinterpretação", de Umberto Eco et al.. Comprei este livro por que achei o nome muito maneiro. Compreendi, desde minha primeira leitura do "Soldier and the Hunchback" de Crowley, que a mim se faz necessário alcançar a "Crítica da Razão Pura", de Kant. Há um grande hype sobre essa obra. Eu gostaria de alcançá-la por um movimento radial, pulando de obra em obra, até passar por Hume e chegar ao centro. |